quinta-feira, 15 de outubro de 2009


Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’




Martha Medeiros - Jornalista e Escritora

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Vivo numa busca incessante de eu mesma, sempre procurando uma frase, uma música, um poema que retrata um momento.
Sempre procurando que alguém diga por mim o que eu estou tentando falar...
Mania besta que a gente tem, de sempre achar que alguém vai falar melhor que nós...
A vida é um paradoxo.
Ao mesmo tempo em que é simples, nos vimos num emaranhado de sentimento, dilemas...
Tem horas que não sei se estou por baixo ou por cima, de frente ou de costas...
Sempre rodando.
Mudo a cor do cabelo, mudo o estilo, o peso então nem se fala.
A essência não muda.
Ninguém muda!
Tem dias em que estou feliz em outros não.
Sou um monte de coisas juntas.
Um quebra-cabeça que tem poucas peças montadas, muito ainda pra ser feito.
Ora amo, ora odeio.
Danço conforme a música e aprendi que é mais fácil desse jeito, nem sempre bater de frente é a solução mais sábia.
Aprendi a guardar minhas armas, e usá-las quando realmente for necessário.
Um pouco tirana, um pouco não, um pouco sim...
Nem sempre esquento minha cabeça, às vezes compro briga que não é minha.
Quando caio, levanto.
Se doer, eu choro.
Às vezes uma boba alegre.
Um pouco apocalíptica, todo mundo tem seu momento auto-piedoso...
Há momentos em que me sinto como estivesse atrás de uma vitrine, numa rua movimentada, alguns olham, outros desejam, poucos tocam, mas na maioria das vezes, ninguém leva pra casa. Pequenas crises existenciais...
Só passam por elas quem existe.
Me liberto quando danço.
Não gosto de dias cinza, preciso de calor, sempre.
Despedidas, pra mim, são sempre complicadas.
Meus pés estão enraizados, mas a cabeça está sempre nas nuvens. Alice!
Desaprendi a rezar antes dormir, mas quando me deparo com inocentes olhos cor de mel, minha fé se renova.
Não tenho medo de mudar meu caminho, receio as pedras, mas não páro.
Tem dias que ouço canções de ninar pra dormir, tem dias que espero o dia amanhecer.
Indo e voltando, sem medo de arrepender, subo e desço, abro e fecho, claro e escuro, com pouco ou com muito, acreditando ou não, sempre em frente.
Uma coisa de cada vez, devagar... mas indo.
Cabeça de vento, na maioria das vezes destraída, mas sempre disposta a ajudar.
Amo muito meus amigos, pra eles, tudo e o melhor de mim.
Se eu quero, vou atrás, digo o que quero, não desisto fácil.
Não faço tipo, não tenho paciência e nem tempo a perder com isso.
No caso contrário a intensidade é a mesma.
Muitos defeitos.Já estive do lado direito e do esquerdo também.
Fui amável, amada, cúmplice e amarga.
Um anjo ou nem tanto...
Há quem pense que sou uma menina de ouro, ouro de mina.
Tudo depende do jeito que você me vê.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

É porque sm vcs...

É porque sem vcs nada teria graça.
É porque sem vcs não entraríamos pelo porta-malas.
É porque sem vcs não haveria aulas de ballet de ressaca.
É porque sem vcs não iríamos ser penetra na festa alheia.
É porque sem vcs não teríamos conhecido tantos termos médicos.
É porque sem vcs as histórias mais engraçadas não teriam acontecido.
É porque com vcs aprendi que não há distância, tempo, e nem ninguém q interfira na nossa amizade!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O Maior amor do mundo!


Ainda hoje te vejo como se fosse um bebê indefeso. Ainda hoje quero que precises de mim como antes, que eu te dê o que vestir, escolher o que vai comer, e te ter sempre por perto. É difícil ver que cresces e que cada dia mais se torne independente. É difícil ver que se apaixonas e que cada dia menos serei o centro de suas atenções. É difícil ver que buscas outros exemplos, e ver que tem gostos diferentes dos meus, que estejas menos parecido comigo. No entanto vejo que estás se tornando um garoto como vi poucos por aí. Que tens caráter, que fala a verdade, como bem poucos por aí. É bom ver que vais se tornar um Homem, no melhor sentido da palavra. Que fidelidade, verdade, bondade, humildade, amor, caratér, honestidade, são algumas palavras que já constam em seu vocabulário. Mas o melhor de tudo, é ver que estamos nos tornando cada vez mais amigos, mais companheiros. Que nosso olhar nos diz tudo um pro outro. Meu único medo nessa vida? Não ser o que mereces! Amo-te!

sábado, 19 de abril de 2008

Saudade...


É porque a gente se conhece só de olhar.
É porque uma está sempre perto da outra.
É porque a gente passa noites e noites sem dormir.
É porque a gente chora junto, ri junto, sai junto, fica em casa junto.
É porque somos cúmplices.
É porque é incondicional.
É porque a gente sente saudade do que já passou.
É porque a gente faz planos pro futuro.
É porque uma não pode falar da outra.
É porque tem sempre uma que faz coisa errada.
É porque não há barreiras.
É porque estamos em todos os lugares.
É porque a gente divide.
É porque a gente pega ônibus de madrugada.
É porque a gente junta moedinhas para sair.
É porque a gente fica assentada na praça, no frio e não desiste.
É porque a gente comete loucuras.
É porque a gente não entende o que faz.
É porque a gente não tem medo.
É porque ninguém agüenta.
É porque ninguém segura.
É porque ninguém entende.
É porque ninguém nunca sabe o que realmente está acontecendo.
É porque uma é o segredo da outra.
É porque nem sempre a gente se entende.
É porque cada uma tem uma função.
É porque há suporte.
É porque a gente sempre ri das mesmas histórias.
É porque o coração semrpe aperta com as lembranças.
É porque a gente só precisa se olhar pra se entender.
É porque nosso silêncio quer dizer muitas coisas.
É porque tudo passa.
É porque a gente dormia pouco para passar mais tempo contando o que havia acontecido.
É porque a gente toma sol juntas, toma chuva juntas, e esporro juntas.
É porque somos furacão.
É porque tomo mundo sente saudade da gente.
É porque se mexer com uma, mexeu com as outras duas.
É porque Deus tem um propósito para cada uma de nós.
É porque amigo pisa no rastro do outro!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Roda Gigante


Este blog eu recomendo, sempre que puderem, passem por lá, leia um ou dois poemas...

Uma amiga que fiz em Salvador, uma baiANA fofa!

Vai aqui minha homenagem a Ana Maria Amorim.

Bay jous




"não é seu título que te sustenta, é sua forma de agir. teu desmerecimento me ataca, mas te corrompe. se meu crime é pensar, prenda-se até o amanhecer. se meu crime é acreditar, prenda-se ao seu parecer. me ensinou o poder das palavras mesmo sem saber medi-las. me dispus ao seu projeto, mas deste não sobrou de mim nem um pedaço. me gritou, pedante, assumindo o todo só pra si. criador do mundo, servos do teu ego. dá o desenho do seu desejo. não permita inferências. caixa de papel. presente. laço. todo e qualquer respeito. toda e qualquer esperança. engula a seco suas atitudes de criança. você me disse que eu podia errar. você me disse que eu podia arriscar. mas aí está sua histeria ridícula. seu medo implacável. sua subserviência escrachada. já não há mais vagas para quem tem o que falar. pegue esses papéis frios, essas novidades antigas. esse papel de passado, mas que aos donos agradam. construa com ele seu império. se pra você sou mais uma nota de redação, és a maior decepção."

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Aquela...


Aquela que queria ter uma casa colorida...
Aquela que o tempo a faz sentir medo...
Aquela que deseja mais tempo...
Aquela que não gosta de ser questionada...
Aquela que é mãe, neta, irmã, filha, amiga...
Aquela que odeia estar presa ao Sistema...
Aquela que para mediocridade não tem a menor paciência...
Aquela que não briga por qualquer coisa...
Aquela que quando compra briga vai até o fim...
Aquela que esquece tudo, sempre...
Aquela que tem momentos de ausência...
Aquela que some e aparece com a mesma rapidez...
Aquela que se apega muito fácil...
Aquela que se desapega tão fácil quanto...
Aquela que, se pudesse, viveria de artesanato...
Aquela que queria uma casinha no fim do mundo...
Aquela que precisa de sol...
Aquela que gosta de chuva para dormir...
Aquela que prefere a primavera...
Aquela que não gosta dos convencionais...
Aquela que não gosta de rosas...
Aquela que não liga para nada...
Aquela que tem muita paciência...
Aquela que tem estopim curto...
Aquela que gosta de ir ao parque...
Aquela que tem cara de séria...
Aquela que não segura o riso...
Aquela que gosta de trabalhar...
Aquela que enjoa fácil...
Aquela que precisa sempre mudar...
Aquela que dá a cara à tapa...
Aquela que acredita...
Aquela que entende as razões mais absurdas...
Aquela que dá crédito...
Aquela que gosta de dormir...
Aquela que não gosta do gosto do açúcar...
Aquela que não suporta mentira...
Aquela que foge do clichê...
Aquela que gosta de coisinhas coloridas...
Aquela que trocas jóias por bolinhas de plástico...
Aquela que não gosta de comidas diferentes...
Aquela que gosta de praia...
Aquela que gosta de MPB, Sertanejo, Funk, e música Clássica...
Aquela que poucos decifram...
Aquela que tem uma lista de amigos...
Aquela que, na maioria das vezes, não gosta do que vê no espelho...
Aquela que se espanta...
Aquela que se sente só...
Aquela que adora chocolate...
Aquela que topa tudo...
Aquela que prefere ficar sozinha...
Aquela que nunca consegue descansar...
Aquela que Não diz Não...
Aquela que não acredita no destino...
Aquela que chamam de namoradeira...
Aquela que tem um amigo para cada ocasião...
Aquela que ama ser mãe...
Aquela que ainda não achou seu lugar e nem sua missão...
Aquela que assiste o mundo passar na sua frente...
Aquela que sonha acordada...
Aquela que só acredita vendo...
Aquela que entende todas as razões...
Aquela que nunca enxerga o mesmo lado que os outros...
Aquela que já foi injusta...
Aquela que pensa muito...
Aquela que age sem pensar...
Aquela que sempre se perde...
Aquela que não sabe se explicar...
Aquela que entende um olhar...
Aquela que está sempre ausente...
Aquela que ama loucamente...
Aquela que tem que explicar mil vezes...
Aquela que sabe em quem confiar...
Aquela que está sempre atrasada...
Aquela que odeia gritos...
Aquela que adora ouvir "causos"...
Aquela que ama a avó...
Aquela que aprende vendo...
Aquela que sabe esperar...
Aquela que odeia ser controlada...
Aquela que, às vezes, perde o controle...
Aquela que não mede as palavras...
Aquela que fala o que não deve...
Aquela que nunca sabe o que está acontecendo...
Aquela que se cala quando deve falar...
Aquela que escuta mais do que fala...
Aquela a quem se escreve uma musica...
Aquela que já foi a Salvador...
Aquela que já pesou 76 kg
Aquela que come muito...
Aquela que vive brigando com a balança...
Aquela que fez ballet por 22 anos...
Aquela que dança pela casa...
Aquela que quase nunca se surpreende com as atitudes alheias...
Aquela que não quer ver neve...
Aquela que quer conhecer a Grécia, Portugal, Itália e a si mesma...
Aquela que odeia gente impaciente...
Aquela que não finge...
Aquela que chamam de Kel, mineira, branquela, neguinha e mulher de fases...
Aquela que nunca teve um apelido...
Aquela que não chora...
Aquela que gostava de bater nos meninos do colégio...
Aquela que gosta de tênis e chinelo...
Aquela que tem pouca paciência para se arrumar...
Aquela que não toma banho sem bucha...
Aquela que só penteia o cabelo quando lava...
Aquela que não sai de casa sem perfume...
Aquela que usa quatro tipos de cremes todos os dias...
Aquela que usa filtro solar...
Aquela que precisa de férias...
Aquela que se sente impotente diante da miséria alheia...
Aquela que poupa água...
Aquela que diz que está indo embora, vai mesmo...
Aquela que não se arrepende...
Aquela que corta os cabelos com tesoura de papel...
Aquela que faz xixi toda hora...
Aquela que é brava...
Aquela que não perde tempo com pequenas coisas...
Aquela que não gosta de injustiça...
Aquela que dá atenção às pequenas causas...
Aquela que desaprendeu a rezar...
Aquela que é devota a Nossa Senhora Desatadora dos Nós...
Aquela que aprendeu as maiores lições em silêncio...
Aquela que pouco questiona...
Aquela que está aprendendo a acreditar em si mesma...
Aquela que sempre dá o primeiro passo...
Aquela que nunca dá o primeiro tapa...
Aquela que observa...
Aquela que parou de fumar...
Aquela que já ficou 48 horas acordada...
Aquela que tem mania de sapatos...
Aquela que não liga para roupas...
Aquela que usa esmalte azul...
Aquela que usa cuecas...
Aquela que odeia os culotes...
Aquela que ama bebês...
Aquela que, se pudesse, só andaria a cavalo...
Aquela que nasceu na época errada...
Aquela que sempre esquece os óculos escuros...
Aquela que não usava óculos...
Aquela que tem alergia...
Aquela que ama chocolate...
Aquela que toma banho ouvindo música...
Aquela que tem 3 irmãos...
Aquela que tem sempre as mãos geladas...
Aquela que nunca gostou de brincar de bonecas...
Aquela que não gosta de batom vermelho...
Aquela que sempre muda a cor do cabelo...
Aquela que sonhava em ser jornalista...
Aquela que precisa morar sozinha...
Aquela que quer morar em um lugar quente...
Aquela que deixa criança rabiscar na parede...
Aquela que sempre diz que vai fazer e não faz...
Aquela que arrepia quando ouve o som de um violino...
Aquela que vai ao cinema às segundas-feiras
Aquela que acorda já cansada...
Aquela que odeia verduras...
Aquela que ama coca-cola (light)...
Aquela que gosta de filmes que contam histórias verdadeiras...
Aquela que tem uma música para cada fase da vida...
Aquela que tem amigos longe...
Aquela que tem muito que aprender...
Aquela que não tem medo de voltar atrás...
Aquela que gosta de gelatina...
Aquela que não consegue atravessar a rua com o P...
Aquela que tem uma amiga imaginária...
Aquela que chamam de paradoxo.

domingo, 28 de outubro de 2007

Crie Ostras






Passei algumas horas buscando inspirações em diversos textos, alguns artigos, livros, ou qualquer coisa que eu tenha lido.Uma música, um poema...
Sei lá.Inspiração, no meu caso, só vem quando não preciso dela. Nessas horas escrevo os meus melhores textos, quando estou triste então, fica ainda mais fácil.
Quem nunca morreu de pena de si mesmo e saiu reclamando da vida por aí se achando a pessoa mais injustiçada do mundo?
Está aí, um bom tema: Autopiedade.Duvido que exista alguém que nunca se sentiu o último dos moicanos.
A vida é cheia de caminhos surpreendentes, e, a todo momento nos vimos diante de escolhas. Cada uma mais complicada que a outra, muitas vezes são dolorosas e deixam cicatrizes. O problema está em como lidamos com elas.Concordo que não adianta ficarmos parados, porque desse jeito a vida não anda, correr também não é a melhor opção, a gente acaba deixando alguma coisa pra trás.
O que fazer então?
Seu eu soubesse, cobraria muito cara a informação. O que não dá é ficar se lamentando a cada dificuldade que aparece, muito menos fazer tempestade em copo d’água.
Se você tem algum problema, tem que encarar ele de frente, nada de ficar fingindo que nada aconteceu ou bancando o imbatível tipo, “eu não tenho problemas!”.Mas os piores diante dos percalços cotidianos – sim, quem não tem problemas? - são os autopiedosos.
Esses, além de aumentar à décima potência o fato, tendem a contaminar todos a sua volta com aquele baixo-astral carregadíssimo.Lembra de um desenho que tinha uma raposa que só sabia lamentar? Ela passava todo o tempo dizendo: “Ó vida, ó céu, ó azar”.
Estamos sempre rodeados por raposas que reclamam da vida e nada fazem pra reverter a situação, ficam parados sempre esperando por socorro, alguém que possa salvar suas pobres almas sofredoras.Nesse momento você deve estar pensando, não é exatamente o que a autora está fazendo, reclamando? Não meu caríssimo leitor, o que estou fazendo é identificando essas criaturas para no momento em que nos depararmos com elas, dar logo um jeito de nos livrarmos, caso contrário, seremos devorados.

Volto afirmar, todos nós temos nossos momentos apocalípticos, momentos esses em que achamos que não há saída.Agora imaginemos que ao invés de raposas paranóicas, sejamos ostras. As ostras são moluscos que, quando dentro de suas conchas entram grãos de areia, por menores que sejam, não eram para estar ali, e que ao passar do tempo elas conseguem transformar esses grãos em lindas pérolas.Proponho que todos nós agora sejamos ostras, tenhamos nossos “momentos ostra” transformando nossos problemas em ensinamentos, pérolas que colecionaremos.
Um momento para digerimos as dificuldades e seguir em frente.
Abaixo as raposas e um viva às ostras!
Bay jous

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Cegos...


Que a vida é feita de momentos, isso todo mundo já está cansado de saber... Que não existe felicidade plena, espero que também todos saibam disso, caso contrário, mergulharemos em uma tristeza profunda e sem fim...
Mas a rotina tende a nos massificar, endurecer, emburrecer, ela cega...
E é dessa cegueira que quero falar.
Cegar pode ser uma atitude de defesa. Sim, defender-se da tristeza, da decepção, uma maneira de fugir da realidade, até mesmo por orgulho.
Elas são verdadeiramente perigosas.
Fechar os olhos para a realidade, pode ser ainda mais perigoso e doloroso do que enfrentá-la, fechar-se para o mundo, para a evolução da vida e sem aceitar que, por pior que pareçam as situações, a vida continua e não é a atitude mais correta nos agarramos às lembranças.
Mesmo que sejam as melhores lembranças de nossas vidas, devemos deixá-las guardadas em um lugar especial dentro de nós, tentarmos trazê-las ou passar boa parte da vida tentando reavivá-las estamos corremos um sério risco de nos tornarmos pessoas extremamente frustradas.
É um exercício diário que temos que fazer para nos manter lúcidos diante da loucura do nosso dia-a-dia que massifica e nos prende a uma rotina que sufoca e nos faz perder a capacidade de pensar com sensatez e calma. A todo o momento nos deparamos com situações que nos fazem optar entre o que queremos e o que é certo, entre o que nos ensinaram e que aprendemos ao longo da vida.
Será que estamos preparados para abrir mão de certas coisas que julgamos vitais para nosso bem estar, será que precisamos verdadeiramente delas?
De onde vem todo esse conceito que temos que ser populares, não pode ser gordo, esta ou aquela roupa não está na moda, que no natal, aniversário ou dia dos namorados temos que dar um presente para alguém? Tudo bem, tudo isso soa uma grande hipocrisia...
Mas por que estamos sempre munidos dessas defesas? Por que estamos sempre tentando nos encaixar, por que estamos mais preocupados com o que vemos do que com o que sentimos, sempre preocupadas com o que está por fora e não o que se tem por dentro?
Por que tendemos a não gostar de quem não conhecemos, por que estamos sempre fechados ao novo?
Tenho pensado em tanta coisa que estou enchendo minha cabeça de perguntas que não tenho resposta...
Sei que tenho aprendido todos os dias rever meus conceitos e reavaliar meus valores, nem tudo que vivi serve para ensinar a alguém, nem tudo que procuro tem resposta, nem tudo o que quero tenho, ou terei. Estamos sempre cercados de frases feitas e conceitos prontos em livros de auto-ajuda, mas tudo o que sei é que, a melhor coisa é viver cada dia de uma vez, sem se prender ao passado e sem sofrer com o que ainda não aconteceu, e, mesmo que vivamos a mesma situação repetida vezes, devemos encará-la como se fosse a primeira, porque cada uma delas pode ter um significado diferente, um aprendizado diferente, um jeito novo de ver a mesma coisa a cada dia.
Ter a cabeça e o peito aberto, ter menos preconceito (no sentido literal da palavra, sem ter conceitos pré concebidos de alguma coisa antes mesmo de vivenciá-la), sobre todas as situações que nos cercam, nos tornam mais livres, mais leves, mais felizes e com certeza, mais evoluídos.
Nem todo mundo gosta de você, nem todo mundo gosta das mesmas coisas que você. É difícil? Com certeza! Mas se não tentarmos, seremos mais um na multidão.
Bay jous

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Quase uma Balzaquiana...


Que raio de idade é essa que a gente já passou alguns bons anos da adolescência, e ainda não é adulto? Quer dizer, adulto o bastante.
Que raio de idade é essa que moletom e tênis agora são trajes de inverno que, no máximo, você usa para ficar em casa, e, um blazer, nos faz sentir um verdadeiro idiota?
Que meio termo é esse que nos joga no mercado de trabalho e estamos completamente sem rumo?
A sensação é de que estamos parados de frente para uma multidão e o mundo inteiro está esperando que você faça algo que não sabe o que é, nem por onde começar, mas todos esperam que você faça alguma coisa para que eles sintam orgulho?
Para quem tem filho então, isso é mais grave! Seu filho está crescendo e você ainda não é ninguém, não faz nada de produtivo, ainda está na casa dos seus pais porque engravidou aos dezesseis.
Quem está solteiro, neste momento, deve estar com o Santo Antônio enterrado de cabeça para baixo num chiqueiro, que é pra ver se não demora tanto. E para quem acha (veja bem, ACHA, porque isso é muito relativo) que encontrou sua cara metade, reza um rosário por dia pedindo que esta seja definitivamente a pessoa da sua vida.
Por um simples motivo:
Você já tem quase trinta, até conhecer alguém, lá se vai algum tempo, pode levar mais de um ano, depois disso vem àquela vontade de morar junto, porque ir embora de madrugada em plena quarta-feira, nessa altura do campeonato é um saco. Ficar pelado em frente da namorada só no motel (na casa dela tem que sair correndo quando os sogros chegam, por mais que sejam liberais, é uma questão de respeito).
Para a mulher isso é mais grave estar solteira nessa idade. As garotas bem mais novas olham com uma cara de deboche, elas devem pensar, “o que essa tia está fazendo aqui?”. PORQUE HOMEM DE QUASE TRINTA DÁ ESTATUS, MULHER, DÁ VERGONHA!
Só se a tiazonha for do tipo enxuta, daquela que deve ter nascido rica ou tem alguém que sustente, porque trabalhar, estudar, e cuidar do corpo tem que ser no mínimo milagreira, eu explico.
Lembra que eu falei que nessa idade você não está nem lá e nem cá? Pois é, isso inclui emprego, e, nos tempos de hoje, ninguém tem um bom emprego que dê pra pagar os anos que faltam para concluir a faculdade ou fazer uma pós, e ainda ter algum que sobre para a academia de ginástica, para aquela roupa que te deixa gostosona, aquele creme que lançaram semana passada que promete te deixar com cara de doze. Ou você investe na carreira ou na estética.
Como tudo na vida tem dois lados, optando pela estética, isso pode garantir que não fique solteira por muito tempo. Para quem pensa assim, um bobo rico cai bem, e eles sempre caem...
Para as que sonham com a independência, ser dona do próprio dinheiro, sem ter que explicar para o marido, namorido, ou seja lá o que for, que unha se faz toda semana, um bom corte de cabelo custa dinheiro (muito diferente do que ele gasta no barbeiro), e que para ir àquela festa você precisa de uma roupa nova, porque aquele pretinho básico você já usou nuns três eventos... Minha amiga, acredite, é muito mais complicado do que pode imaginar. Não entendeu? Explico outra vez!
Para você que se encaixa nesse perfil, está condenada ao que chamamos de síndrome da mulher do futuro.
Essa mulher quer um bom emprego quando se formar, ela quer um companheiro, porque um pagador de contas ela não precisa, pois ela terá um bom salário e pode arcar com suas despesas e, se bobear, com as no cônjuge também. Nesse caso o homem tem que ser artista, apostar no diferente, flores e um cartão não garantem mais perdão pelas suas mancadas.
Não é qualquer papinho de “esqueci o celular no carro”, para um compromisso esquecido que vai convencer.
Para esses homens que não estarão ao lado de uma mulherzinha eu aconselho muita criatividade, simplicidade e a verdade sempre! Diga que não está a fim de ir a casa dela sábado à noite porque vai sair com os amigos pra beber, ela não vai achar ruim, pelo contrário, vai ligar para as amigas também e beber a noite inteira, provavelmente falar sobre sexo (sim, elas agora falam sobre sexo, do que gostam e não gostam. Não se iluda!), sobre o amor, sobre trabalho e chefe chato, assim como os homens fazem há milênios.
Vai aqui mais um conselho: Não a deixe se sentir sozinha, dê atenção, pois será uma questão de tempo você ser substituído por um bem mais bonito, bem mais interessante...Elas querem companheiros no sentido literal da palavra, o resto, é muito mais fácil de conseguir hoje em dia!
Mas não se pode contrariar a natureza, a maioria delas ainda querem ter filhos, e não aceitarão que o pai da criança a deixe sozinha, e se isso acontecer, ele será um coitado, ela vai se esforçar muito para ser eficiente que a criança só lembrará que tem pai quando quiser dinheiro, e olhe lá!
Elas entendem de carro, de sexo, de economia, política, de cozinha, de casa, de filho, e por conta disso, estão muito mais exigentes.
Percebe o que chamam por aí de evolução dos tempos?
Essa sensação de que os anos passam cada vez mais rápido e a gente está ficando para trás, no meio do caminho, naquela idade que não é e nem sabe quando vai ser, que tem pouco tempo pra fazer um monte de coisas...
Uma idade que se tem pouquíssimo tempo para ser um monte de coisas, mulher, mãe, amante, bonita, jovem (apesar da idade, daquela idade lembra?).
E pra falar verdade, cá estou eu nessa maldita fase da vida, me sentindo estagnada amarrada... E, desta vez, não faço a menor idéia do que fazer, a não ser viver um dia de cada vez, porque pensar no que ainda tenho para fazer dá depressão!
Bay jous